DOAÇÃO de ÓRGÃOS e TECIDOS

A carência de doadores é ainda um grande obstáculo para a efetivação dos transplantes. Sem a doação pelo responsável legal de um paciente em morte encefálica que não tenha expressado em vida sua negativa com a inscrição “não doador de órgãos e tecidos” na carteira de identidade ou na de motorista, não há efetivo doador de órgãos. Quem quiser doar um órgão ou tecido deve manifestar sua vontade aos amigos, familiares.  Mesmo assim, a família do potencial doador precisa concorda com a decisão e autorizar a retirada dos órgãos e tecidos de seu parente.

O SUS custeia todas as despesas do transplante, inclusive os medicamentos utilizados após a cirurgia para combater uma possível rejeição ao órgão ou ao tecido recebido.

A população sempre foi solidária! Cabe aos profissionais ou cidadãos envolvidos com a transplantação, formal ou informalmente, esclarecer todo o processo, mostrando sua seriedade, transparência e importância social.

Como funciona o sistema de captação de órgãos.

1) Identificação do Potencial Doador
Um potencial doador é o paciente que se encontra internado num hospital, sob cuidados intensivos, por injúria cerebral severa causada por acidente com traumatismo craniano, derrame cerebral, tumor e outros, com subseqüente lesão irreversível do encéfalo.

2) Notificação
O hospital notifica a Central de Transplantes sobre um paciente com suspeita de morte encefálica (potencial doador) e a Central de Transplantes repassa a notificação para uma OPO (Organização de Procura de Órgãos).

3) Avaliação
A OPO se dirige ao Hospital, avalia o doador com base na história clinica antecedentes médicos e exames laboratoriais, a viabilidade dos órgãos bem como a sorologia para afastar a possibilidade de doenças infecciosas, e testa a compatibilidade com prováveis receptores. A família é consultada sobre a doação.
⇨ Informação do Doador Efetivo: terminada avaliação, quando o doador é viável, a OPO informa a Central de Transplantes e passa as informações colhidas.
⇨ Seleção dos receptores: a Central de Transplantes emite uma lista de receptores inscritos, selecionados em seu cadastro técnico e compatível como doador.

4) Identificação das equipes Transplantadoras
A Central de Transplantes informa as equipes transplantadoras sobre a existência do doador e qual paciente receptor foi selecionado na lista única em que todos são inscritos por uma equipe responsável pelo procedimento do transplante.
⇨ Retirada dos Órgãos: as equipes fazem à extração no hospital (OPO) onde encontra o doador, em centro cirúrgico, respeitando todas as técnicas de assepsia e preservação dos órgãos. Terminado o procedimento, elas se dirigem aos hospitais para procederem à transplantação.

5) Quais órgãos e tecidos podem ser obtidos de um doador cadáver?
Coração, Pulmão, Fígado, Pâncreas, Intestino, Rim, Córnea, Veias, Ossos e Tendão.
⇨ a certeza do diagnostico de morte encefálica: não existe dúvida quanto ao diagnóstico. O diagnóstico da morte encefálica é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. Dois médicos de diferentes áreas examinam o paciente, sempre com a comprovação de um exame complementar.
⇨ liberação do corpo: o corpo é entregue à família condignamente recomposto.

Para mais informações:
Disque Saúde: 0800 61 1997 / Central Nacional de Transplante: (61) 3365 4441/ ABTO: (11) 3283 1753
www.abto.org.br/ abto@abto.org.br

 

Bianca T P da Cruz
Estudante de Serviço Social - PUCCAMP

 

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